Manoela Alcântara

Ministro considerou insuficientes os indícios apresentados pela PF para justificar novas buscas em endereços ligados ao ex-governador

Manoela Alcântara
12/09/2026 18:16, atualizado 12/09/2026 18:25
Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou em 15 de julho o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma nova busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. O pedido fazia parte da investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo investimentos do fundo de pensão RioPrevidência no Banco Master.
A PF havia solicitado mandados para uma sala comercial no Centro do Rio, um imóvel em Petrópolis e dois veículos supostamente utilizados pelo ex-governador e sua equipe.
Segundo a Polícia Federal, a apuração investiga um suposto esquema que teria envolvido o controlador do banco, Daniel Bueno Vorcaro, Cláudio Castro, Ricardo Siqueira Rodrigues e outras pessoas indicadas pelo então chefe do Executivo fluminense.
Entre as suspeitas investigadas estão crimes contra a administração pública, crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
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A PF sustentou que Castro poderia ter utilizado endereços não registrados diretamente em seu nome para ocultar documentos, valores ou outros elementos de prova após uma primeira operação, realizada em 26 de maio. Entre os locais citados estava a sala 2801 de um edifício na Rua da Assembleia, no Centro do Rio.
De acordo com a representação policial, imagens teriam registrado pessoas ligadas ao ex-governador transportando caixas e outros volumes para a sala comercial na véspera da operação.
A PF também apontou que o imóvel estava formalmente locado em nome de Albano Batista Filho, corretor imobiliário e vice-prefeito de Petrópolis. A Polícia Federal pediu ainda buscas em uma residência localizada no complexo Locanda Della Mimosa, em Petrópolis, e nos veículos Jeep Commander e Toyota Corolla.
Também foi solicitada autorização para apreender e acessar celulares, computadores, tablets, mídias digitais e dados armazenados em nuvem.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia se manifestado favoravelmente ao pedido da PF. O procurador-geral Paulo Gonet considerou pertinentes as buscas nos endereços e veículos e concordou com o acesso aos equipamentos eletrônicos que eventualmente fossem apreendidos.
Na decisão, porém, Mendonça afirmou que a representação policial não apresentou elementos suficientes para justificar uma nova medida de busca e apreensão. O ministro destacou que Castro já havia sido alvo de uma operação semelhante em 26 de maio e que uma nova diligência invasiva exigiria uma demonstração mais robusta de necessidade.


